Citroën Basalt Dark Edition traz estilo interessante, melhorias pontuais e melhor preço
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| A única cor sem custo na variante Dark Edition é o Preto Perla Nera; já o Cinza Sting Gray, exclusivo da versão, só vem com o teto em preto e custa R$3.900 à parte. |
Faz quase um ano desde que tive meu último contato com o Citroën Basalt; avaliei o antigo topo-de-linha Shine em julho do ano passado - leia a matéria clicando aqui. O inédito SUV-coupé da montadora francesa retornou ao Volta Rápida pra mais um teste, mas quem veio dessa vez foi a configuração Dark Edition, uma das principais novidades da linha 2026 do modelo.
Tratada como uma série especial, a nova Dark Edition se posiciona acima da Shine como a top de linha com preço tabelado atualmente em R$129.890 (jul/2026), mas com uma oferta de R$119.690 quando configurada pelo site oficial da marca segundo alguns critérios próprios. É uma configuração que aposta em tendências da moda pra seduzir e que tem se saído bem no mercado.
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| Há um discreto aerofólio no topo da tampa do porta-malas, na junção com o teto, finalizado em preto brilhante com um filete vermelho na borda externa. |
Pretinho básico
Pra fazer o Basalt Dark Edition, a Citroën colocou as rodas aro 16 totalmente em preto brilhante e trocou os (poucos) detalhes cromados da parte externa por acabamentos escurecidos; acetinados ou brilhantes, tanto em cinza quanto em preto. Também há discretos elementos em vermelho no para-choque frontal, colunas C e no aerofólio localizado no topo da tampa do porta-malas.
Por dentro, o Basalt 2026 recebeu as melhorias pontuais de acabamento que já abordamos no C3 YOU! 2026 como os apliques revestidos em courvin (vinil) nas portas dianteiras e no painel, trazendo costura vermelha, bem como os controles de todos os vidros nos lugares certos: suas respectivas portas. Teto e colunas são pretos e os bancos são os de sempre, mas na estética Dark Edition.
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| Cabine é despojada e bem básica, mas funciona. |
Não é necessário falar dos equipamentos de série porque são exatamente os mesmos da variante Shine: ar digital, câmera e sensor de ré, painel digital, multimídia com espelhamento sem fio, entre outros. É uma lista modesta e que deixa itens importantes de fora, especialmente no quesito segurança que continua sendo o principal ponto fraco do SUV-coupé francês.
Também não preciso falar do conjunto mecânico porque, mais uma vez, é um velho conhecido do leitor habitual do VR: motor 1.0 "Turbo 200" flex e câmbio CVT com simulação de sete marchas no modo manual. Aqui, entretanto, temos um dos destaques do Basalt, pois o conjunto movimenta o utilitário esportivo com decência e bons índices de consumo de combustível.
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| Volante continua apenas com o ajuste de altura, sem o de profundidade. |
Um ponto que chamou a atenção no Basalt Dark Edition foi o sistema de som: embora a Stellantis não relate nenhuma mudança nesse aspecto, achei a qualidade sonora surpreendentemente boa. Não lembro de nenhum outro C-Cubed que tivesse um som tão bom, de graves bem definidos sem distorção e agudos na medida certa. O multimídia, contudo, continua simplório demais.
No final das contas, apesar das ressalvas, o Basalt agrada - e fica ainda melhor se você conseguir os 119k da oferta do site. Entregando um bom comportamento ao volante e espaço interno farto, o que é raro na categoria, o SUV-coupé da Citroën tem conseguido conquistar seu lugar ao sol, mas ainda deve onde evoluir em diversos aspectos pra se tornar um produto maduro.
A "série especial" Dark Edition, ao meu ver, caiu como uma luva por realçar o visual dele - que pende muito mais pra agressivo do que pra elegante. Chega a fazer os mais empolgados sonharem com a ideia de um Turbo 270 debaixo do capô; aquele mesmo do Pulse Abarth, entre outros. Não vai acontecer, eu sei, mas não seria nada ruim se existisse...








